CAPELA DO SANTO ANTONIO DE PÁDUA



DIOCESE DE JALES



MARINÓPOLIS



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sábado, 25 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Milagre da Eucarístia e da Mula


Estamos outra vez em Rímini, Antônio pregava sobre a Eucaristia. Enquandto falava, um herege chamado Bonvillo fazia pouco de suas palavras, blasfemava e ridicularizava a presença de Jesus na Hóstia consagrada. Antônio argumentava e Bonvillo fazia farra.
Num dado momento, Bonvillo gritou: "Ó frade, acreditarei na Eucaristia se tiver uma prova". E propôs o seguinte desafio: "Vou deixar minha mula três dias sem comer seu alimento preferido, o feno do campo.
Depois de três dias tu colocarás diante dela isso que dizes ser Hóstia sagrada. E eu, de minha parte, colocarei o cheiroso feno do campo. Se ela não comer o feno e adorar a Eucaristia, acreditarei".
O povo ficou impressionado, silencioso, esperando a resposta de Antônio: "Aceito, para teu bem, do povo e da glória e honra de Deus".
Três dis depois a praça estava tomada pelo povo. Um hino começa a ser cantado dentro da Catedral e, em procissão, Antônio trasz a Hóstia consagrada.
Pouco depois, aos berros e blasfêmias, empurrando a mula, chega Bonvillo. Trouxe um saco cheio de feno que espalhou perto do altar. Soltou a mula para o lado de Antônio, esperando que avançasse sobre o feno. O animal não saía do luga, por mais que Bonvillo o empurasse e batesse com o chicote.
Antônio, que estava todo o tempo de joelhos, se ergue para abençoar o povo com o Santíssimo Sacramento. O povo se ajoelha e a mula, para admiração de todos, dobra respeitosamente as patas dianteiras em adoração.
Único em pé é Bonvillo. Mas foi tocado pela graça divina e, cheio de lágrimas, cai de joelhos adorando o Santíssimo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Milagre dos peixes.

Nas suas andanças missionárias, Antônio chegou a Rímini, cidade onde os cátaros tinham feito muito sucesso e exerciam enorme influência sobre o povo. Antônio, como sempre, foi à Praça da Catedral pregar o Evangelho. Como haviam pouquíssimas pessoas, ele combinou que se reencontrariam no di seguinte. Passou a noite em oração. No dia seguinte, à hora marcada, encontrou as mesmas pessoas do dia anterior e outras, os próprios hereges. Antônio comentou a Bíblia e, quando mais falava, menos acreditavam em suas palavra. Por fim não quiseram mais ouvi-lo.
Antônio rezou muito. Certo dia foi caminhar à beira do mar Adriático, na foz do rio Marecchia. Para espanto de alguns que o acompanhavam, Antônio pára, ergue as mãos e grita olhando para as águas: "Ouçam a palavra de Deus, vocês, peixes do mar e do rio, pois os infiéis não querem ouvi-la!"
No mesmo instante, grande multidão de peixes aproximou-se da praia, colocando a cabeça para fora a fim de ouvir o Santo falar. Todos estavam atentos, os menores mais à frente e os maiores nas águas mais profundas.
Depois de muito falar, Antônio ainda gritou em louvor: "Bendito seja Deus eternoo porque mais o honram os peixes aquáticos do que os homens heréticos, e melhor escutam suas palavras os animais do que os homens infiéis".
Quando mais falava, mais peixes vinham e por fim o povo também começou a afluir, incluídos os hereges que caíram a seus pés e pediram-lhe para que continuasse a falar. Pregou então sobre a fé católica, fazendo os cátaros voltarem à verdadeira fé.
Despediu os peixes com a benção de Deus e todos partiram felizes, povo e peixes.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Missa dos Jovens- 22/05/2011





Sofrimentos na Igreja

Após a "surpresa" em Forlí, mudam os caminhos de frei Antônio de Lisboa. Frei Graciano conversa muito com ele, fala da necessidade de pregadores, da ignorância religiosa que estava afastando muita gente da Igreja. Comunica-lhe que deve deixar o convento de Monte Paulo, pois o povo precisa muito de quem lhe aponte o bom caminho.
Dois dias depois, Antônio segue para anunciar o Evangelho em toda região da Romanha e, depois, da França.
Aqueles tempos estavam sendo difícies para a Igreja. Era grande o número de heresias. A culpa nem sempre era do povo.
Muitos queriam ouvir o verdadeiro Evangelho, aprender a imitar Jesus, mas boa parte das autoridades religiosas estava muito firme no poder e descuidava da vida cristã. Havia-se criado um muro entre a hierarquia e o povo. Papa, reis, bispos, gente importante apegava-se ao poder, não enxergando o sofrimento do povo.
Buscando um novo caminho, surgiam numerosas seitas que se colocavam contra a Igreja, o papa, os sacramentos...
No fundo, não eram pessoas mal intencionadas: apenas queriam reagir a esta Igreja poderosa e viver segundo o Evangelho, na pobreza e na penitência. Havia o sonho de uma Igreja pobre, vivendo como os apóstolos.
O mais importante destes movimentos foi o dos "Cátaros", palavra que em grego significa"puros". Negavam a bondade da realidade material: "só o espiritual é bom". Para eles, a criação material não era obra de Deus.
Nem tudo aquilo que fosse organização humana. Negavam, então, a Igreja, o Estado, a Encarnação de Cristo, sua paixão e morte e a Eucarístia. Espantados com os males da época, concluíram que tudo o que é material é diabólico. Fizeram muito sucesso, especialmente nas cidades mais populares do sul da França.
A espiritualidade de São Francisco foi o melhor remédio para esses males: pobreza e simplicidade de vida, oração, imitação da vida de Jesus, penitência, fé na bondade de Deus e toda a criação.
É no meio desta realidade que frei Antônio realiza seu trabalho missionário, buscando converter os pecadores e trazendo de volta à Igreja os afastados.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Surpresa na Catedral de Forlí

Quando não se achava em oração na capela ou na pequena caverna que lhe fora preparada, frei Antônio estava servindo os outros frades, lavando panelas e pratos depois das refeições em comum. Cultivava a terra, cuidava dos animais, trabalhava na horta e no jardim. Ali ficou um ano e meio.
Em 1222, diversos diáconos seriam ordenados sacerdotes na catedral de Forlí. Um grande acontecimento para a cidade: estavam presentes, além do povo, freis dominicanos, frades franciscanos e religiosas. O bispo estava paramentado, a procissão formada e a surpresa: o pregador há tanto tempo convidado não estava presente.
Procuram convencer um dominicano para assumir a missão, mas nenhum se sentia preparado. Os frades menso ainda.
Por inspiração, frei Graciano pede a frei Antônio que fizesse o sermão. Frei Antônio argumentou que não era digno. Mas frei Graciano falou sério: "Você estudou Bíblia, é padre, sabe dizer alguma coisa. Em nome da obrdeência, seja o pregador!" E assim foi.
Após o Evangelho, frei Antônio sobe ao púlpito e começa a comentar as palavras de São Paulo: "Cristo se fez obediente até a morte e a morte na cruz"(Fl. 2,8).
Primeiramente falou em italiano popular para todo o povo, animando a todos a não perderem a esperança naquela época tão difícil em que o pobre eram tão explorando, em que a cruz parecica insuportável. Sua palavra é dura contra os poderosos que oprimiam o povo.
De repente, para espanto de todos, começa a falar em latim, dirigindo-se ao bispo, aos padres e jovens clérigos, citando trechos da Bíblia. Ao termimar, todos estavam emocionados e admirados. Ao terminar a celebração, todos querem ver de perto o grande pregador.
Depois, em particular, parabenizando-o, Frei Graciano lhe diz: "Una sempre uma grande humildade à grande sabedoria que hoje demostrou". Lembrando sempre estas palavras, frei Antônio também recordava o que Francisco dissera no ano anterior, no Capítulo das Esteiras:
"Anunciem aos fiéis os vícios e as virtudes com palavras simples e breves e tenham sempre em estima e acima de tudo o Espírito do Senhor e o seu santo modo de operar".